Redigida em conformidade com a LGPD (Lei 13.709/2018). Descreve o tratamento real de dados pelo sistema.
1. Quem trata os dados, e em que papel
Dados dos colaboradores (respondentes): a Contratante é a controladora, porque é ela quem decide aplicar a avaliação, para quê e sobre quem. A PsyCorp é operadora, tratando os dados por conta dela.
Dados de cadastro da Contratante, de quem administra a conta e dos pedidos de demonstração: a PsyCorp é controladora.
2. Que dados são coletados
Da empresa Contratante: razão social, nome fantasia, CNPJ, e-mail, telefone, nome e CPF do responsável pelo cadastro, CNAE, grau de risco, número de colaboradores e de filiais, endereço de cobrança, e a bandeira e os quatro últimos dígitos do cartão.
De quem administra a conta: nome, e-mail, telefone e o papel atribuído. A senha é gerenciada pelo provedor de autenticação e não é acessível à PsyCorp.
Dos colaboradores: nome, e-mail, telefone, CPF, cargo, data de nascimento, foto (quando fornecida) e o histórico de vínculo com setores e cargos, com datas.
Das respostas aos questionários: o valor de cada resposta, o tempo de preenchimento e um identificador técnico derivado do navegador. As respostas não guardam nome, e-mail nem endereço IP do respondente.
Do registro de consentimento: identificador do titular, tipo de consentimento, versão do documento aceito e seu resumo criptográfico, e a data do aceite. Este registro existe para provar quem consentiu e quando.
Dos pedidos de demonstração: nome, empresa, e-mail, telefone, porte e um identificador derivado do IP, usado para prevenir abuso.
Registros técnicos de segurança: quando uma tentativa de acesso é recusada por credencial inválida, o sistema registra o endereço IP da tentativa, para investigação de abuso.
3. Finalidades
Prestar o Serviço e gerar os resultados e documentos; gerenciar a conta e a cobrança; cumprir obrigações legais; e prevenir fraude e abuso.
4. Base legal
Os tratamentos descritos nesta Política se apoiam nas seguintes bases legais: execução de contrato, para a prestação do Serviço e a cobrança; cumprimento de obrigação legal e regulatória, para os registros de conformidade e sua guarda; e legítimo interesse, para a prevenção de fraude e abuso.
5. O anonimato dos respondentes
O anonimato é princípio central do Serviço. Esta seção descreve como ele funciona de fato, inclusive nos seus limites.
5.1. O que a Contratante não vê
A Contratante não tem acesso às respostas individuais. Em nenhuma tela ou consulta disponível a ela é possível ver o que uma pessoa específica respondeu. Ela vê apenas resultados agregados.
5.2. O que a Contratante vê, pessoa por pessoa
A Contratante vê quem foi convidado, se o convite foi aberto e se a pessoa respondeu. Isso é necessário para acompanhar a adesão e para reenviar convites.
O anonimato é do conteúdo da resposta, não da participação. A Contratante sabe que fulano respondeu; não sabe o que ele respondeu.
5.3. A ligação técnica, descrita sem eufemismo
Existe, na infraestrutura do sistema, uma ligação entre a resposta e o convite correspondente, e o convite identifica o colaborador. Essa ligação é o que permite agrupar resultados por setor e por cargo; sem ela não haveria recorte algum.
Essa ligação não é acessível à Contratante por nenhum meio dentro do Serviço. O controle de acesso do banco não concede a ela leitura das respostas nem do identificador que faz a ponte. O acesso existe apenas para a aplicação, em servidor, e nunca é exposto a nenhum usuário.
5.4. O mínimo de respostas por grupo
Um grupo só tem resultado publicado a partir de 4 respostas. O mínimo é o mesmo para todo grupo, independentemente de quantas pessoas foram convidadas, e vale tanto para o nível de risco quanto para a distribuição detalhada.
Grupos abaixo do mínimo aparecem nomeados e sinalizados como não analisados, nunca omitidos em silêncio: a Contratante precisa distinguir "o setor está bem" de "o setor não foi avaliado". As respostas dessas pessoas seguem computadas no resultado geral; o que não existe é o recorte separado delas.
O mínimo vigente é congelado por questionário: um questionário encerrado sob regra anterior continua exibindo o que foi prometido a quem respondeu.
Esta salvaguarda tem um limite, e ele precisa estar claro: num grupo de exatamente 4 pessoas em que a Contratante sabe que as 4 responderam, ela sabe que o resultado daquele grupo é a média daquelas 4 pessoas. O mínimo de 4 limita o pior caso de reidentificação, não o elimina.
5.5. O recorte
Os resultados são publicados pela empresa toda, por setor e por cargo. Cada recorte passa pelo mínimo separadamente. O vínculo considerado é o vigente na data do questionário.
5.6. O canal de relatos
Os relatos são integralmente anônimos. O colaborador informa o CPF apenas para que o sistema identifique a qual empresa o relato pertence; o CPF não é armazenado e não acompanha o relato em nenhum momento.
São guardados: a empresa, o texto do relato, o período aproximado da ocorrência e a situação de tratamento. Não é guardado nenhum identificador do autor, nem data e hora precisas: a data é registrada apenas como dia, de modo a impedir cruzamento com registros técnicos de acesso.
6. Como os dados são protegidos
Os dados são armazenados em infraestrutura gerenciada (Supabase, sobre PostgreSQL), com criptografia em repouso e em trânsito. A proteção é feita em camadas: isolamento por empresa, controle de acesso por coluna (que impede a Contratante de ler respostas individuais) e restrição de credenciais privilegiadas ao servidor.
Os documentos de conformidade (PGR) e as fotos de colaboradores são guardados em repositórios de acesso restrito.
Os documentos emitidos são imutáveis: o sistema recusa e registra qualquer tentativa de alterá-los ou apagá-los.
7. Por quanto tempo os dados são guardados
O histórico de conformidade é preservado sem exclusão. Os questionários encerrados, os inventários de risco, os planos de ação vinculados a documentos emitidos e os PGRs não são apagados, nem pela PsyCorp nem pela Contratante. É esse histórico que permite demonstrar, no futuro, o que foi avaliado e o que foi feito.
Cancelar não apaga. A Contratante deixa de abrir novos questionários e continua acessando e baixando o histórico.
A PsyCorp ainda não fixou prazo máximo de guarda. Enquanto isso, o histórico é preservado sem exclusão. Quando um prazo for definido, ele constará desta Política.
8. Cookies e medição
O PsyCorp usa cookies essenciais para manter a sessão de quem está autenticado. Sem eles a plataforma não funciona.
Nas páginas públicas do site roda também a medição de anúncios do Google, usada para entender de onde vêm as visitas. Para isso, ela grava no navegador do visitante identificadores próprios do Google, que permitem associar a visita ao clique no anúncio.
Ela não roda em nenhuma tela interna: nem na área da empresa, nem na do colaborador, nem no painel administrativo, e em especial não roda na tela de resposta ao questionário. Isso é uma decisão de arquitetura, não uma promessa: a lista de páginas onde a medição pode carregar é fechada, e uma verificação automática recusa a inclusão de qualquer tela interna.
9. Crianças e adolescentes
A plataforma é destinada a maiores de 18 anos e não coleta dados de menores de idade intencionalmente. Se identificarmos, ou se formos informados, de que dados de um menor foram fornecidos, eles serão removidos.
10. Compartilhamento
A PsyCorp não vende dados a terceiros. Nenhum dado do uso da plataforma, das respostas aos questionários ou dos relatos anônimos é usado para publicidade, nem compartilhado com plataformas de anúncio. Os dados são compartilhados apenas com os prestadores necessários à operação, listados abaixo.
| quem | para quê | o que recebe |
|---|---|---|
| Supabase | banco de dados, arquivos e autenticação | todos os dados |
| Vercel | hospedagem e execução da aplicação | todo o tráfego da aplicação |
| Asaas | processamento de pagamentos | dados de cobrança da Contratante e os dados do cartão, digitados diretamente lá |
| Resend | envio de e-mails | nome, e-mail e conteúdo da mensagem |
| Comtele | envio de SMS de convite | telefone do colaborador e o texto do convite |
| medição de anúncios nas páginas públicas | dados de navegação nas páginas públicas e o registro de que a visita resultou em cadastro ou pedido de demonstração, sem dados pessoais |
11. Direitos dos titulares
Os titulares têm os direitos previstos na LGPD: confirmação, acesso, correção, portabilidade, informação sobre compartilhamento, eliminação e revogação do consentimento, quando o tratamento se apoiar nessa base, nos limites legais.
Na prática, hoje:
- Pedidos de demonstração: o titular pode pedir a exclusão, e o sistema apaga com registro de auditoria.
- Dados de colaboradores: a exclusão é tratada manualmente pela PsyCorp, mediante solicitação. A remoção de um colaborador da conta preserva o histórico de conformidade, e as respostas já computadas permanecem no agregado, sem identificação.
- Não existe, hoje, exclusão de conta por autoatendimento.
12. Encarregado (DPO)
Para exercer seus direitos ou tirar dúvidas sobre o tratamento dos seus dados, o titular pode escrever para contato@psycorp.app.
13. Alterações desta Política
Esta Política pode ser atualizada. Alterações substantivas serão comunicadas por e-mail com no mínimo 15 dias de antecedência, e o uso continuado pode ser condicionado ao aceite da nova versão.
14. Autoridade Nacional de Proteção de Dados
O titular que entender que seus direitos não foram atendidos pode apresentar reclamação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), pelos canais indicados em gov.br/anpd.